Vereador qual será o seu posicionamento quando da votação para o aumento de vagas na câmara de Sobral?
Apesar de já termos tentado neste ano aprovar uma emenda que aumenta para 21 vagas a câmara de vereadores na próxima legislatura, o meu entendimento logicamente após uma conversa com nossas bases eleitorais é de que aumentemos mais 07 cadeiras indo para 19 o número de cadeiras no legislativo sobralense.
Qual sua relação com o seu partido atualmente?
O PRB me deixa totalmente à vontade em meu mandato, e isso é muito importante. Sempre que eu necessito de algum suporte tenho encontrado o apoio necessário por parte da minha sigla - O PRB sobralense.
Vereador Paulo Vasconcelos o Sr. será candidato à reeleição ?
A minha vontade pessoal é ser mais uma vez candidato, porém, minha candidatura não depende apenas de mim. Devo obedecer três fatores - meu partido, minha família e a comunidade Rainha da Paz – todos tendo um grande peso em minha decisão.
Como você analisa o resultado da votação do seu candidato a deputado federal em Sobral?
O Oman Carneiro mostrou que é uma liderança política forte em nosso município, e tivemos o esperado em votos na cidade de Sobral, trabalhávamos na projeção de 20 a 25 mil votos, e o objetivo em nossa cidade foi alcançado, infelizmente o Oman teve problemas em não ter grandes colégios eleitorais fora de Sobral, no entanto, o resultado da votação de Oman Carneiro (PRB) o credencia a postular qualquer cargo na política de Sobral.
O PRB sai fortalecido para as próximas eleições?
O PRB sai muito fortalecido das últimas eleições, e a votação de nosso candidato – Oman Carneiro – Mostrou que Sobral aceitou a nossa mensagem na figura de nosso candidato.
Como ficou seu relacionamento com o executivo após as últimas eleições?
O prefeito Leônidas Cristino, e o partido majoritário em Sobral (PSB) forma com todos nós uma grande aliança com o intuito de trabalhar por Sobral, e o nosso relacionamento tanto pessoal, bem como partidário continuará tranqüilo até o final do segundo mandato do prefeito Leônidas Cristino, que ajudamos a reeleger e damos sustentação na câmara de vereadores.
O Sr. fará parte da mesa diretora da câmara de Sobral pelo próximo biênio (2012-2012) Como será esse trabalho?
Por ser o último mandato dele como vereador, o João Alberto (PSB) deverá fazer uma gestão bem dinâmica como presidente da casa, para mim é uma experiência muito boa, pois no meu segundo mandato assumir uma vaga importante na mesa diretora será gratificante, porém, certo de que haverá uma cobrança grande, e terei que trabalhar muito para honrar o cargo de primeiro secretário.
Neste seu segundo mandato qual sua avaliação sobre a gestão atual da câmara de vereadores?
Não falaria apenas da gestão do presidente Hermenegildo Sousa Neto, que na minha avaliação foi muito boa, e com grandes avanços, mas não posso deixar de reconhecer também a gestão do Adaldécio Linhares, que eu acompanhei de perto, e graças essas duas administrações a nossa câmara de vereadores está bem estruturada, e pronta para receber o novo presidente.
O grupo de vereadores que elegeu João Alberto como presidente permanece forte e unido?
Temos pensamentos em comum, e somos grandes amigos, porém, eu me sinto muito a vontade em tomar qualquer posicionamento no meu mandato na câmara de vereadores.
A câmara hoje tem nomes para concorrer outros cargos eletivos em nosso município?
Isso atualmente é bastante discutido entre os vereadores, pois, há muito tempo vereadores não são conduzidos, por exemplo, a um cargo de vice-prefeito, permanecendo todos no legislativo por toda a vida política de grandes nomes que passaram e existem em nosso legislativo.
Quais as conquistas do vereador Paulo Vasconcelos neste período em que está na câmara?
Apesar de sermos representante de toda a cidade temos uma grande atuação no Distrito de Aracatiaçú, e já tivemos muitos pleitos atendidos pela prefeitura para aquele grande e populoso distrito. Devo ressaltar que mesmo representando Aracatiaçú, sou um vereador com uma grande atuação na cidade, por ter o eleitorado muito forte na cidade, e destinamos um grande esforço para reivindicações dos nossos munícipes.
Vereador sabemos que quem faz a politica do PP em Sobral é o Sr. Qual sua análise do resultado das eleições passadas?
O resultado final para o PP foi satisfatório nós vereadores, e suplentes trabalhamos e tivemos êxito com o PSB, e alguns partidos da base aliada reelegendo o deputado Pe. Zé, porém,esperávamos uma votação maior, mas com a entrada de Oman Carneiro (PRB) que fez uma campanha muito profissional, veio para uma disputa séria, apresentou proposta, apresentou uma música que pegou, ainda hoje tem menino “berrando” em Sobral, o quadro mudou, e nós tivemos uma baixa na votação para deputad federal.
O Sr. acredita que o Oman Carneiro sai fortalecido das últimas eleições?
Eu tenho dito isso em todas as intervenções que tive com a imprensa. Oman Carneiro, com certeza, ele está credenciado – se não para ser candidato, pelo menos, para participar de alguma mesa de negociação no que diga respeito a qualquer tipo de eleição aqui em Sobral. Não é fácil: vinte e três mil votos, aproximadamente, e, vinte e três mil votos não podem ser desprezados. Eu já vi eleições aqui em Sobral, das quais eu participei como vereador, que a eleição foi decidida por quatrocentos, quinhentos votos, seiscentos. Você quer me dizer que uma pessoa que tem vinte e três mil votos não é para participar de uma discussão?! Não tenha dúvida, o Oman é hoje uma força viva política da cidade de Sobral e vai, certamente, ser chamado para participar de qualquer mesa de negociação
Qual o seu papel hoje no PP sobralense?
Meu papel hoje no PP é quanto a articulações para vereador, quanto a decisão de nomes para prefeito fica a cargo do deputado Zé Linhares, que logicamente deverá dialogar com todos os partidários.
Em relação ao nomes de Veveu, Caarlos Hilton e Luís Edésio. Existe alguma retrição por parte do Sr vereador?
Falando por mim existe retrições sim, inclusive com experiências vividas no legislativo sobralense, que no momento em que o diretório nos for ouvir para opinar, nós falaremos sobre essas retrições.
O que o seu partido espera por parte da base aliada que comanda o município em termos de posicionamento na indicação de um nome para prefeito em 2012?
O PP hoje é um partido dos mais organizados em Sobral, e terá que ser ouvido quando for para montar o palanque para as eleições de 2012. Se a eleição fosse daqui a três meses nós estaríamos prontos para a disputa proporcional.
Como estão as filiações no PP visando as próximas eleições?
Teremos que fazer uma coligação proporcional, pois, os filiados do PP hoje, confirmados como candidatos a vereadores, já superam o número que determina a justiça eleitoral. Agora iremos trabalhar a questão da coligação, que se não for o PHS por questões em nível de estado, iremos trabalhar uma outra sigla para que todos possam ser candidatos.
Estamos encerrando mais um período legislativo qual a sua análise da gestão atual da presidência?
Apesar de não ter tido um comprometimento da parte administrativa, alguns problemas estruturais sempre ocorrem, pricipalmente quando o presidente está em reeleição. Nós temos que evitar a reeleição, alterando mais uma vez a Lei Orgânica. No começo todos os presidentes começam com muita vontade, mas ficou provado que em todas as reeleições na câmara surgiu acomodações no último mandato.
Vereador sabemos que nos bastidores o sr. exercita bem a política. Como se deram as articulações para fazer o vereador João Alberto presidente?
No começo o Zé Vytal (PSB) era nosso candidato, ficando com um documento por um ano esperando apenas mais um voto, pois teria seis assinaturas, faltou habilidade, e o outro nome indicado pelo grupo foi o do vereador João Alberto(PSB) que além de ser do partido majoritário conseguiu se articular rápido conquistando o voto de Marco Prado (PSDB). Registrada a chapa, e votada em plenário João Alberto (PSB) teve a unanimidade dos votos e tudo saiu tranquilo.
O que o Sr. entende de acordos políticos e sobre a interpretação de muitos que não concordam com esse termo?
Acordo politico todo mundo faz em nível federal, estadual e municipal. Quando eu falo isso alguns acham uma coisa do outro mundo, eu entendo que para se chegar ao poder acordos devem ser feitos, e mantidos - Para exeplificar, o governador em sua primeira eleição fez acordo até com o PSDB do Tasso – O Leônidas (PSB) para ser prefeito fez acordo com o nosso partido (PP), tanto é que o PP tem duas secretarias e isso é normal, não vejo nada demais nisso.
Vereador o que sr. entende sobre uma suposta ida do prefeito Leônidas o governo do estado?
Parece não ter sentido nenhum a gente entrar no debate e perguntar se o Dr. Leônidas vai renunciar dois anos de mandato, porque, como eu te disse – houve um acordo pro Dr. Leônidas chegar lá de novo. Vamos mudar de nome, como a “negada” gosta? Houve uma parceria com o PP; houve uma parceria com o PMDB, e vai se jogar tudo isso fora? Quer dizer que ele vai renunciar, alguém vem e fica no lugar. Aí, daqui a dois anos, lá alguém mais vem e fica e continua com que fica e é assim que a coisa funciona?... Não se pergunta ao povo, não se pergunta à Executiva do Partido? Eu vi a entrevista do Ivo Gomes criticando o PSB Nacional, porque o Presidente do Partido, Eduardo Campos (PSB/PE) toma as decisões só com 20 pessoas. O PSB de Sobral tem que ter cuidado para quando tomar uma decisão aqui não ouvir também só 5 pessoas, porque ele estará incorrendo no mesmo erro que ele tá criticando o Sr. Eduardo Campos a nível nacional, que tirou a candidatura do Ciro Gomes, que era, ao meu ver, muito viável à época. Então, eu não acredito que o PSB, que tem hoje, que detém a Prefeitura de Sobral, simplesmente, por ouvir ali uma, duas, três pessoas, vão e tiram daqui, botam pra cá, como se fosse um jogo de xadrez, sem ouvir as pessoas, sem ouvir as partes interessadas, sem ouvir os aliados, sem ouvir, acima de tudo, o povo de Sobral.
Junior Balreira (Vereador PMDB) Escute a Entrevista na íntegra:
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Qual o seu posicionamento como Vereador e Presidente Partidário sobre o número de vagas na Câmara para as eleições de 2012?
Como vereador hoje, mas tive como suplente em outro pleito; eu sempre tenho me posicionado na questão da representatividade. Acredito que com essa aprovação da Pec do aumento de vereadores, eu sou um dos defensores do aumento do número de vagas. E sempre tenho dito isso: acho que deve-se conversar com todos os membros partidários, todos os suplentes; todos os vereadores, para agente decidir.Eu sou com a maioria; o que a maioria definir. O que diz respeito ao número – se 19 ou 21; 20 não pode, tem que ser número ímpar – 19 ou 21 – eu estarei com a maioria.
Até a eleição passada você estava como suplente, não logrou êxito, mas foi eleito em 2008 e agora como Vereador, qual o seu relacionamento hoje com os suplentes da base aliada do governo Leônidas Cristino?
Eu não tenho nenhum problema com nenhum suplente. Pelo contrário, procuro me congratular, conversar, sempre que estou em qualquer lugar, em qualquer local, qualquer evento político ou mesmo não sendo, principalmente – e, lógico – com os suplentes do meu partido – o PMDB hoje é o partido que eu faço parte. Tenho um bom relacionamento: sempre que sou procurado por eles a título de algum tipo de ajuda que esteja ao meu alcance, eu atendo, procuro resolver. Da minha parte, tudo bem; não sei se da parte de algum dos suplentes; não tenho nenhum problema [com eles]; o tratamento continua o mesmo.
À frente de uma grande sigla na cidade de Sobral você já está há algum tempo. Como está sendo a articulação dentro do PMDB; a questão de indicações no sentido de filiar pessoas da sociedade sobralense para as próximas eleições ou mesmo para tornar o partido forte?
Estou recém-empossado no PMDB. Nós tivemos a eleição que foi em agosto e nós estávamos num período eleitoral. Então, tudo isso desfocou, ou seja, tirou um pouco, desviou o foco da questão partidária no que diz respeito à política municipal, haja vista que nós tivemos pleitos para Presidente, Deputado Federal, Estadual e Senador. Eu acho que a questão da filiação vai ficar para o ano que vem. Nós estamos agora no final de novembro – mais da metade do mês de novembro, vêm festejos de final de ano e, até porque eu acho que isso tem que ser bem conversado. Eu vejo muita especulação de partido – ‘ah, sobre quem está filiado no partido A, no partido B’. Isso não quer dizer necessariamente que porque quem hoje está filiado no partido A, B ou C, a pessoa será candidata realmente por esse partido nas eleições de 2012.
Atualmente, o PMDB tem uma relação boa com todos os partidos da base aliada. Tem restrição a algum?
Com certeza não [nenhuma restrição]. Pelo menos da nossa parte. Eu digo isso por mim e pelas conversas que a gente vem mantendo, a não ser que surja um fato novo, mas, por enquanto, não há. Não existe nenhuma restrição com nenhum dos partidos, nenhum dos dirigentes partidários. Isso mantém um leque de opções para as eleições de 2012 que, com certeza, a partir do ano que vem a gente vai começar a ver as possibilidades, as viabilidades, lógico, tudo isso dependendo da união dentro do partido para que o partido possa realmente crescer e melhorar a representatividade aqui na cidade de Sobral.
Como vereador em seu primeiro mandato, quais as conquistas e as decepções, logicamente, no Legislativo sobralense?
Na realidade, o papel do vereador, constitucionalmente, é o papel de legislar, de pedir, de solicitar, de reivindicar, de servir de elo de ligação entre a população e o Executivo, através do Senhor Prefeito e o Secretariado. E a gente sabe que as ânsias não só dos bairros e dos distritos, das localidades que a gente teve uma expressão maior, mas de todo a comunidade na cidade de Sobral são grandes; os anseios são grandes; as deficiências que o poder público tem de suprir realmente são muito grandes e a gente – como é limitada – não consegue suprir isso. No que diz respeito a solicitações, eu tenho feito várias, imensas e, infelizmente, até agora, poucas atendidas. Além desses requerimentos mais simples que são da questão de asfalto e calçamento nós temos a Quadra Poliesportiva do Complexo Monsenhor Aloísio Pinto, que está em fase de construção. A gente fica muito na dependência do prefeito e dos secretários para resolver essas reivindicações e levar o benefício para a comunidade.
Você sabe que o bairro Sinhá Sabóia não costuma reeleger vereadores. Você será candidato em 2012?
Infelizmente,há limitações para o vereador. Ou seja, o vereador não tem o poder de executar. Então, às vezes, a população fica em muito naquela ânsia de que as coisas tem que acontecer e, infelizmente, há a parte burocrática da Prefeitura de espera à licitação e tal… Mas, agora, a questão da reeleição é muito relativa. Você não pode, de agora, dizer ‘eu sou’ ou ‘não sou eu’ – as coisas têm que acontecer normalmente. E, a gente caso esteja com saúde e não tenha acontecido nenhum fato – eu também estou estudando para concurso e aí vários nortes. Temos que pensar no futuro, mas a gente não pode prever. Nada me impede de ser ou concorrer à reeleição. Por enquanto, eu continuo na luta, trabalhando e procurando esses benefícios.
Quando alguns de seus pares falam na Câmara que vão deixar o Legislativo, você acredita que realmente isso aconteça? Dos atuais vereadores, alguns já falaram isso?
Eu acho que sim. Eu creio que quem comenta isso numa Tribuna de Câmara, mesmo numa sessão plenária da Câmara - sessão oficial, sessão ordinária – deve estar falando com propriedade. Caso isso não venha a acontecer, eu não tenho como prever. Como estou dizendo, eu acho que depende da intenção de cada um. Agora, creio que quando se divulga… e realmente, alguns dos nossos companheiros falam pessoalmente para mim de que não serão candidatos.
Como é que você entende o relacionamento, hoje, do Legislativo com o Executivo sobralense? Como você analisa esse relacionamento?
Eu vejo como um bom relacionamento até porque a gente (a gente que eu digo, muita gente) só faz análise quando, às vezes, tem matérias polêmicas, mas o que Sobral desenvolveu, desde à época do nosso, hoje, Governador Cid Gomes, para cá, com certeza e você, não tenha dúvida disso – teve a colaboração de todos os vereadores, ou da grande maioria deles, porque tudo o que hoje acontece no município de bom – e as pessoas têm que entender isso – acontece porque todas as matérias do Executivo, no que diz respeito a investimentos, ao crescimento, ao desenvolvimento da cidade de Sobral passa pela Câmara e tem que aprovada pelos vereadores. Eu acho que é bom esse relacionamento. Lógico, em algumas matérias, a população realmente acha que a Câmara está muito subserviente, etc. Mas eu acho que isso é uma conversação e o importante é que Sobral vem crescendo e os números demonstram isso.
O resultado das eleições passadas mexe com a questão da sucessão? Você acredita nisso?
Não, eu acho - (até porque a gente diz que tá cedo, mas não está) –e desde que o Prefeito Leônidas Cristino assumiu que se discute a questão da sucessão, mas acho que tem nomes que podem realmente vir a ser discutidos; debatidos. Nós tivemos pessoas que tiveram bons desempenhos no que diz respeito à questão de votos na região de Sobral, aqui na cidade de Sobral, nos distritos, e eu acho que tudo isso tudo deve ser levado em consideração e levado para a mesa de negociação. Como eu digo, conversando-se, discutindo-se, ver o que for melhor para Sobral – isso é o que é importante. Acho que isso é o que todos os membros partidários, nossos chefes têm que pensar realmente na cidade de Sobral, no que é melhor para a cidade de Sobral. E dentro dessa conjuntura política, todos nós – partidos, vereadores, suplentes – todo mundo que faz parte dessa gama política de Sobral e que vêm, desde o Então, o importante é que se houver 1,2,3,4 nomes para se escolher, que seja escolhido realmente pela maioria, para que não haja nenhum contratempo.
Apesar de todo mundo ser da base aliada - agora fale como Presidente de um Partido – o PMDB vai querer opinar, participar e discutir a sucessão em 2012 para Prefeito de Sobral?
Eu acho que isso deve acontecer. Com certeza, todos os presidentes de partidos – não só do PMDB – que compõem a base aliada, que dão sustentação política ao PSB em Sobral, ao Prefeito Leônidas Cristino, ao nosso grupo político – devem opinar, sim; devem discutir, porque isso é um negócio que vai ser discutido não só pelo partido PMDB, mas por um grupo de pessoas que fazem parte do PMDB, do PRB, enfim, de todos os partidos e a população também, porque nós estamos aqui representando a população. Então, nós temos que sentar à mesa [de decisão] para ver o que é melhor para Sobral e de que forma isso pode vir a acontecer.
Acho que tudo deve ser conversado, debatido, discutido e que lá na frente não se tenha problemas para Sobral e, consequentemente, para a população.
Dr. João Alberto Adeodato Júnior - Presidente Da Câmara Municipal de Sobral
Escute a Entrevista na íntegra:
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Qual o seu posicionamento sobre o atual número de vereadores em Sobral e qual a sua previsão para o número de 2012?
Eu vejo que nós temos que realmente aumentá-lo. Quando eu cheguei à Câmara, eram 17 vereadores. Fui eleito em 88; eu assumi a Presidência da Câmara em janeiro de 89. Com 15 dias, recebi um ofício do Tribunal Regional Eleitoral, do Juiz Eleitoral, para empossar 4 vereadores, que foram: Dr. Silva, o Galdêncio, o Zé Maria Linhares, não me recordo do outro. E o número passou para 21. Então, havendo essa modificação eu entendo que nós, para começarmos, temos que partir e é lógico de, no mínimo, 17. Não tem como não ser. Agora, se vai para 19 ou 21, eu acredito que nós temos que conversar com os dirigentes partidários. Já conversei isso com o Ismerino; já conversei com o Galdêncio; já conversei com vários partidos e nós temos que conversar com o Dr. Ivo Gomes e ver com o Ismerino, com o Galdêncio, com o Barretinho, com o Chico Jóia, com o PSB, com o pessoal do PDT – Dr. Pedro Aurélio. Não adianta decidir só com os vereadores que estão na Casa e só com os partidos que têm acesso.
Eu acho que com todos os partidos e até os que não têm assento nesta casa nós devemos conversar para fixar um número que dê maiores condições em beneficiar não as pessoas, mas beneficiar os distritos, os bairros que ficaram sem ter uma representação maior. Então, eu acredito que tem que ter tempo para se discutir. E isso não pode ser discutido… e a Câmara vota e manda um ofício para o Juiz Eleitoral até julho de 2012… Então, eu acredito que nós temos que discutir, como eu disse e não precisa repetir – com todos os segmentos da sociedade, com a imprensa, para chegarmos a uma posição e eu vou acompanhar a maioria no contexto do aumento para que haja ganho para a cidade de Sobral, para os bairros e para os distritos.
Nas últimas administrações foram feitas muitas obras de infraestrutura na Câmara Municipal de Sobral. Talvez com a sua administração deva ser feito só à questão do gabinetes. Como é que o Sr. vê a perspectiva dessa sua nova administração quanto à infraestrutura na Câmara de Sobral?
Na infraestrutura, eu não tenho intenção, nem previsão para mexer em nada. Os gabinetes seriam o fator do ano de 2012, como seria de 2001 em analisar e ver de acordo com o número que for fixado para quando os vereadores assumirem já terem seus gabinetes, mas isso não é para 2011; isso é para 2012. Em 2011, apenas alguma adaptação em alguma sala aqui para se enquadrar dentro da nossa gestão administrativa, mas nada de reformamento; adaptação de salas, alocação de birôs, relocar as pessoas onde vão trabalhar e ocupar suas funções.
O quadro político das últimas eleições, o Sr. acha que mexe com o cenário político de Sobral para 2012?
Mexe, é lógico que mexe. E não só em Sobral, como no Brasil, no Ceará. O eleitor deu uma resposta: quem não ocupou sua função se prejudicou. E o que é ocupar a sua função? Ocupar sua função é o cargo público que optou. O Serra disse muito bem agora que ele recebeu um recado do eleitor. Então, o eleitor, na eleição passada para Governador, disse quem era situação e quem era oposição. O PSDB não fez oposição. Não fez por quê? Não importa, não fez. Marcos Cals era Secretário do Governador Cid Gomes até 3 (três) meses antes das eleições e aí, sai criticando o Governo?. A população não aceita, não aceitou isso. O Professor Tasso Jereissati, eleito Senador, naquela junção com Lúcio Alcântara, brigou alí: “O candidato é o Cid”. Não fez oposição ao Governo; fez em Brasília, mas no Governo aqui não fez, nas posições de Estado. Era um grande Senador, diante de pronunciamentos, mas administrando não fez oposição. Ele ficou na oposição – não fez. O povo do Estado do Ceará entendeu que, de certo modo, ele foi omisso e expôs isso para o Ceará. É um grande Senador.
O Ceará tem grandes méritos dados com a defesa do Tasso Jereissati no Senado; [ele] fez grandes coisas para o Ceará, um grande Governador. Agora, nos últimos 4 (quatro) anos, o povo do Ceará o colocou como oposição. O PSDB não fez, taí: uma bancada que tinha de deputados estaduais de 16 (dezesseis), ficou com 8 (oito). Ficou dando apoio na Assembléia e o povo colocou o PSDB aonde? O Lúcio Alcântara tinha perdido a eleição, ficou num certo muro; perdeu 8 (oito) vagas de deputados estaduais, de Federais perdeu uma quantidade imensa: ficou com 2 (dois) deputados federais apenas.
E quanto à cidade de Sobral, o Sr. acha que muda também o cenário?
Muda o cenário, sim. Sobral – nós temos que ver que, apesar da grande reforma administrativa implantada pelo grupo Ferreira Gomes, com o Júnior preparando esse momento, com o Dr. Cid Gomes em 8 (oito) anos, com o Leônidas, já há 6 (seis) anos. Mas houve, agora, já um reflexo: alguns deputados tirando votos em Sobral - mais que pensavam até – e, sem ter nenhuma liderança hoje ocupando o Governo. Imaginem uns homens desses ocupando e trabalhando com as lideranças, os vereadores, os suplentes, alguma coisa?
Tem também aí o caso “estar” Gomes. Mas deputados estaduais e federais também trabalhando sozinhos, praticamente com poucas lideranças com mandato representativo, que tiveram sucesso. A exemplo: o Federal Oman Carneiro – foi uma monstruosidade - 22 mil votos, com um amparato pequeno.
Tivemos aí a felicidade do Padre Zé Linhares ter sido reeleito para ajudar Sobral como tem ajudado, mas o Oman: 22 mil votos, é uma importância. O Oman, hoje, é peça fundamental à sucessão de Sobral. Não é que ele decida, mas tem que ser alguém à figura do Oman. O próprio Dr. Guimarães, estadual – 8 mil votos; o Ferreira Aragão: 7 mil votos – é muito voto para o Ferreira Aragão, que tinha tirado uns 4 mil – não me recordo.
Então, essas pessoas: Dr. Guimarães, Ferreira Aragão - são pessoas que tiveram muitos votos, além de deputados com outras votações a menor também. Então, o eleitor está deixando essa história de paraqueda. Não é paraqueda, não, para os nossos deputados de Sobral. Para complementar a votação, o Padre Zé Linhares tirou 90 mil votos – tirou de Sobral 32 mil e complementou com 60 mil dos outros locais. Não é forasteiro. Então, quer dizer: o eleitorado de Sobral está começando a absorver e aceitar que esses candidatos que chegam aqui e tirem votos; que essa história de comprar votos, isso é “fagulha que ficou como exemplo”.Faz como a história: toda campanha tem despesa; uns gastam mais, outros gastam menos. O aspecto que a Justiça no Brasil tem para fiscalizar e controlar – o amparato é muito pequeno e, às vezes, acontecem excessos. Mas realmente só reclama do excesso quem não trabalhou a eleição ou ficou insatisfeito. Os que ficaram satisfeitos não reclamam.
O Sr. tem dito que não será mais candidato a vereador nas próximas eleições. O Sr. tem outros planos, outros projetos, quais seriam?
Vereador eu não sou mais, porque eu entendo que eu já dei a minha contribuição: seis mandatos, sempre muito bem votado; exerci a Presidência da Câmara por duas vezes; vou exercer a terceira e dei meu contributo. Agora, eu não vou prá casa. Eu faço em dezembro 53 anos; não vou ficar em casa. Eu vou continuar fazendo política. Para fazer política, não preciso de mandato eletivo, a exemplo do Oman Carneiro,ex-deputado estadual, está sem mandato e faz política em Sobral; o Expedito Ponte, sem mandato, tem feito política; o Muniz tem feito política; o Herbert Lobo tem feito política; o Ismerino tá sem mandato e faz política em Sobral, ocorrendo boa movimentação política; Dr. Azevedo – não tem mandato, nunca teve, mas há décadas, faz política. E eu vou continuar fazendo política e vou conversar com os segmentos, com o meu partido, para que nós possamos ver que o eleitorado de Sobral também já está começando a refletir um pouco mais.
Não adianta de última hora; temos que discutir um projeto para Sobral e que esse projeto seja bom para Sobral – e não pode ser de última hora, um candidato vindo de última hora. Tem que se discutir com os segmentos, da continuidade, o que se deva modificar ou aperfeiçoar.
Eu vou ficar inserido nesse ciclo. Vou conversar com as pessoas, vou ouvir. Agora, já que eu vou ouvir e vou discutir, vou fazer com que as minhas razões sejam refletidas e vou fazer também com que as pessoas escutem o meu pensamento e a minha opinião.
O reflexo dessa articulação política que o Sr. fala é o reflexo da vitória já dessa sua última campanha como Presidente eleito?
É o reflexo do Oman Carneiro chegar em Sobral apenas com um vereador, com o Paulo Vasconcelos e com algumas lideranças, 22 mil votos; é o reflexo do Dr. Guimarães, com nenhum vereador, tirar oito mil votos; o Ferreira Aragão, com o seu irmão, Dr. Pedro Aurélio, tirar sete mil votos; os vereadores de Sobral, empenhados com o Dr. Ivo Gomes, trabalhando, mas tivemos alguns dissabores: o relatório da Taperuaba é ruim; o Dr. Ivo não foi o mais votado. O relatório do Aracatiaçu foi ruim.
Precisamos todos nós, o nosso grupo, o nosso partido, o Prefeito, o nosso líder maior, hoje, o Dr. Ivo - o Dr. Ciro; o Governador hoje tem uma amplitude em 184 municípios e, sem sombra de dúvidas, o Dr. Cid Gomes tem projeção, agora, nacional – a nossa política a nível de Sobral e Zona Norte, o líder maior é o Dr. Ivo. Então, agente precisa conversar mais com os vereadores e os vereadores conversarem com ele. Agora, ele é um homem muito ocupado, agente tem que insistir em telefonar e se não dá certo no expediente, onze horas da noite: comer uma pizza e uma coca-cola e conversar mais para começar a ter realmente uma preocupação com os nossos suplentes – do nosso partido. Os nossos suplentes [estão] muito à deriva; quer dizer: um pessoal um tanto encabulado, eu diria, decepcionado, até irritado, talvez, porque o partido conversa pouco e se reúne pouco.
Então, congregar com os nossos suplentes que são o reflexo desse trabalho que tem que ser intensificado. Política não só se faz em eleição, nem de dois em dois anos; fez nesse da campanha. Faz-se política na arte de conversar – a arte de debater, a arte de discutir. Isso é o que é política.
A relação, hoje, Prefeitura e Câmara – como é que o Sr. a analisa?
Eu analiso que a Câmara tem que ser um pouco mais altiva, eu não diria nem independente, porque quem disser que não é independente é um tolo, porque como Montesquieu, Rousseau, Maquiavel – todo esse pessoal que analisou os princípios das Leis, a divisão dos poderes;“O Princípe”, “Utopia”, que nos fez entender que os poderes são independentes. Eu não estou dizendo de independência, estou dizendo de altivez. O que é altivez? É respeito.Câmara é o Poder Legislativo e Prefeitura, o Poder Executivo; Poder para Poder, com respeito, respeitando a tramitação dos projetos, com prazo, discussão.
Quando uma Câmara pára uma matéria para discutir, alguns segmentos da cidade ficam aborrecidos, tomando as dores do Executivo, de que a Câmara barrou e ‘o que está acontecendo para discutir, para analisar?’. Não se pode mais, a cidade cresceu e com o crescimento, exige-se uma dedicação maior de todos os segmentos. Às vezes, algumas pessoas vão para as emissoras de rádio e falam que Sobral tem tido uma contribuição muito grande como Município, do Executivo, da Prefeitura, da Santa Casa, do Hospital do Coração, da Diocese, da UVAe eu não vejo ninguém citar a Câmara Municipal. Por quê não?
A Câmara tem que estar inserida neste debate. A Câmara exerce um papel importante; é o Poder Legislativo e nós temos que fazer valer – a nós, não, ao Poder, um poder sem arrogância, sem preprotência, mas sem cabeça-baixa, sem subserviência.
Então, temos que trabalhar em prol do Município de Sobral; que as ações operosas das administrações - passadas à atual – sigam em passos largos, agora, com debate, com discussão, com análise; a Câmara sem medo; que não tem subserviência, nem arrogância; e, discutir no momento oportuno, chamando os Secretários para esclarecer; se for o caso, eu convido o Prefeito para esclarecer e analisar; também fiscalizar nos momentos oportunos, que são também funções da Câmara legislar e fiscalizar. Enfim, fazer uma Câmara altiva, uma Câmara que realmente se respeite. Isso é importante também.
A Câmara tem que se respeitar, tem que se valorizar, para poder ter e merecer o respeito da população.
O que Sobral ganharia se dependesse exclusivamente do Sr. – uma atitude de destaque em Sobral hoje?
Olhe, essa é uma colocação muito difícil, mas nós vamos criar uma referência de debate. Nós vamos inserir a Câmara nos grandes debates de Sobral e vamos também trazer para a Câmara os segmentos: Rotary Club, Maçonaria, CDL, Associação dos Jornalistas, Associação da Imprensa, Imprensa Desportiva para debater também o Junco. O Guarany tá aí crescendo, o Junco precisa também acompanhar esse crescimento; vermos a possibilidade do esporte amador; o futebol de salão.
Quando eu era menino – o Oman ainda é mais novo que eu pouca coisa, mas o Oman lembra do meu tempo, do tempo do Ciro, do Leônidas, do Cid (um tanto mais novo)- nós íamos para a AABB ver um jogo de futebol de salão; uma quadra pequena, uma arquibancada diminuta; para ver Anjos e Betânia, que era uma coisa monstruosa, era igual a uma decisão do Ceará e Fortaleza à juventude de Sobral. Anjos – uma equipe de pessoas mais idosas – era o Didi, era o Dezin que está aí; era o Tião Albuquerque; e o Betânia – era o Tupinambá Frota, a turma da Gávea, que morava alí perto, na região da Praça da Meruoca.
Enfim, são segmentos a trazer para os debates. Debater os problemas da empresa de Sobral. Sobral está com uma mina de ferro aqui no Torto e não se discutiu uma vez sobre a importância dessa mina de ferro, que está no distrito do Torto. Trazer para cá os segmentos da Associação Comercial, o CDL, os clubes de serviço, a Universidade; debater a preocupação com a Universidade Federal, que está crescendo e ver como é que está a UVA; se a UVA está sofrendo com isso; se os investimentos da UVA não podem diminuir; trazer essa importância da Educação e do Emprego.
A Grendene é muito boa: 28 mil empregos, mas empregos pequenos, de R$ 560,00 para os nossos jovens. Qual o quadro tecnológico com uma universidade grande, com várias universidades privadas? E fazer capacitação de pessoas que precisam ter um emprego melhor, porque esse emprego de R$ 500,00 ou R$ 600,00 é excelente, ninguém pode esfoliar sem uma Grendene.
Nós precisamos de uma empresa de quadro tecnológico, pagando R$ 2.000,00, R$ 1.500,00 aos segmentos dos nossos jovens, que estão sendo preparados por essas universidades. Então, nós temos que inserir várias coisas, várias discussões, vários interesses para contribuir para Sobral.
Nessa condição de debater Sobral, os problemas, qual a sua relação com os diversos partidos, tanto da base aliada quanto da oposição em Sobral?
Eu tenho um bom relacionamento. Não existe nenhuma amistosidade,nem animosidade. Apenas, eu entendo que os partidos de Sobral – não posso falar por todos, mas que uma parte dos partidos de Sobral não acompanha o dia-a-dia da política; dois ou três se preparam, se aglutinam, se arregimentam para disputar a eleição.E não deve ser assim. Eu vou trazer também, convidar os dirigentes de partidos para que nós possamos debater esse desejo de contribuir com o desenvolvimento de Sobral. E sempre ver a crítica; nós temos que criticar. Às vezes, os formadores de opinião gostam de dar a sua idéia e nós que fazemos política, às vezes, não gostamos de ouvir, notadamente, o pessoal do Executivo, qualquer que seja a cidade.
A crítica é necessária; a crítica séria, responsável, não a crítica irresponsável, mas não se pode criar uma barreira como se a crítica fosse uma coisa de louco; tem que haver essa discussão. E o meu relacionamento é bom. Não tem animosidade. Eu vou procurar saber quem são mesmos os partidos até menores para que de vez em quando eles possam vir à Câmara debater, dar a sua idéia, para que nós possamos cada vez mais contribuir, como eu disse, para o Município de Sobral.É o Município que é importante; é o Município que é superior à Câmara; é superior aos Secretários; aos Vereadores. Vamos procurar com harmonia, com altivez, conversar com todos esses segmentos.
Como vai ser o debate? Como o Sr. ver essa questão da nova estrutura da área urbana de Sobral?
Na quinta-feira, eu estive em reunião com o Dr. Clito, Paulão, Paulo Vasconcelos, Zezão e Zé Vital. Na sexta-feira, pela manhã cedo, eu e o Paulão fomos com o Dr. Clito e uma equipe da Prefeitura ao Boqueirão; fomos até o Jordão, ao Posto 44, ao Jatobá, fomos até próximo ao Alegre. Nós estamos analisando, estamos fazendo um redivisionamento, diminuindo, vendo quais são as áreas que nós entendemos que não têm tanta necessidade de expansão, a começar pelo Boqueirão, porque não houve acréscimo nenhum para a comunidade do Boqueirão.
Nós estamos tirando esse pedaço que não é propriamente a comunidade do Boqueirão, é uma área do lado direito da estrada, em que não tem sentido transformar aquilo em área urbana. Seria só benefício imobiliário para empresário. Então, diminuir uma parte disso. Agora, o que é que a Câmara fez? Discutir. Mas não pode ser como vinha: a matéria chegar na segunda, votar na terça. Matéria na segunda-feira foi discutida aqui com o Dr. Clito, terça não teve sessão – foi obstrução. E obstrução ocorre em Brasília, no Rio de Janeiro, em São Paulo. Ninguém da mesa se zangou. Alguns segmentos da cidade – não sei por quê – pessoas que querem agradar ao Executivo ficaram estranhando, porque é a hora de se discutir.
E já convoquei os Secretários do Município que têm área relativa com o assunto, convoquei os segmentos da cidade: CRECI e seus corretores, CREA, SINDUSCON, OAB, IBGE, Correios, Cagece, SAAE e no dia 22 de novembro, para discutirmos no dia 22 de novembro em audiência pública, que está na Lei do Regimento Interno que toda matéria de codificação, Código Tributário, Código de Parcelamento – tem que ter uma audiÊncia pública na Câmara, com a imprensa, com todo os segmentos [afins]. No dia 22 de novembro, vamos discutir isso aqui, de uma forma abrangente, depois abre espaço para emendas nas Comissões e, no dia 29, termina o prazo de emendas; dia 30, o relator vai analisar e deveremos votar no começo de dezembro – dias 3 ou 4. Para quê correr? Ninguém aqui, Vereador, político, não tem aptidão para a Fórmula 1, nem o Barrichelo, nem o Felipe Massa estão se dando bem, imagine nós, correndo.
Vamos na calma, analisando. O Prefeito ligou, entendeu a necessidade que eu tinha com alguns vereadores de discutir a matéria. Normalmente, trabalhamos com o Dr. Clito, com alguns assessores e a matéria está nesse tom – de discutir, analisar – para que a coisa não seja soldada, votar sem ler e contribuir- com quem que eu digo? Com o Município.
O Município é quem vai ser o grande privilegiado ou o grande prejudicado. E mais importante que o Município não tem ninguém. São os municípies, as pessoas. Nós que ocupamos cargos – nós não somos importantes coisa nenhuma; nenhum de nós, nem no Executivo. Quem é importante é o cidadão que mora e que não pode ser prejudicado e as leis não dividem interesses aos municípies, aos cidadãos, às pessoas, aos homens e mulheres, jovens e idosos que residem na cidade de Sobral.
Suas considerações finais a este espaço da Rádio Caiçara.
Agradeço a Você, Armando e aos dirigentes da Rádio Caiçara a oportunidade de falar do nosso trabalho, esse nosso debate e o nosso desejo de cada vez mais estreitar as relações com toda a imprensa de Sobral.